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Prometheus mas não cumpriu

13 out

Eu estava terminando esta resenha quando descobri o vídeo abaixo. Por pouco não desisti de publicar. O “Trailer Honesto de Prometheus” diz tudo o que eu queria dizer, e de modo mais engraçado.

O pior de tudo é que Prometheus tinha potencial. Eu estava animado com o filme até descobrir que um dos roteiristas era Damon Lindelof, cocriador de LOST.  Assistindo ao filme pela primeira vez, a maioria dos furos no roteiro passa despercebida. Os efeitos visuais e a direção eficiente de Ridley Scott distraem os espectadores, mas não é difícil imaginar quanta gente se sentiu insatisfeita no final da sessão. Talvez para acalmar essa parcela do público, o marketing do Blu-ray era todo calcado no tema “Perguntas Serão Respondidas”, o que é absurdo e ofensivo. Prometheus não é Lost, é um filme, e as respostas deviam ter sido dadas durante o filme, ou deixadas ambíguas, para o espectador descobri-las sozinho. Do jeito que ficou, todo mundo saiu do cinema com a boca aberta, fingindo que entendeu.

Oficialmente, o roteiro de Prometheus é atribuído a Joe Spaihts e Damon Lindelof. Quando Lindelof assumiu o roteiro, Spaihts já havia escrito cinco rascunhos da história, que, segundo Ridley Scott, estava com mais cara de Alien do que de prelúdio, como ele queria. Difícil saber o quanto a história já estava ruim antes de Lindelof acabar de estragá-la. O que se sabe é que a decisão de se distanciar da mitologia Alien veio dos executivos da Fox, que queriam algo mais original, em vez de outro filme da franquia. Talvez estivessem com medo da reação do público, depois da fraca recepção que Alien 3 e Alien – A Ressurreição tiveram.

Um dos maiores problemas do filme foi o marketing errado. Ele foi anunciado como uma ficção científica séria, com estética adulta e ambientação sinistra, mais na linha de 2001 – Uma Odisseia no Espaço do que na de Avatar, por exemplo. Mas onde Hollywood lê “ficção científica”, ela enxerga “vale tudo”. E a ciência é a primeira coisa a ser defenestrada. O que era pra ser um filme de ficção/horror virou quase uma fantasia religiosa, algo como uma mistura de Eram Os Deuses Astronautas? com Lost. 

E já começa na primeira cena. Num filme, a primeira cena é tão importante quanto a primeira linha de um livro. É ela que prepara o palco para o que vem a seguir, e nos dá uma pista sobre a trama. A primeira cena de Prometheus já nos diz que o filme vai ser uma bomba. Ela mostra um Engenheiro bebendo a gosma preta do Arquivo X e se sacrificando para dar origem à vida em um planeta que pode ser a Terra ou não.

Confie em mim, sou um engenheiro.
OH WAIT

Não vamos entrar em discussões religiosas, vamos apenas tentar seguir a lógica do roteiro. Se no filme a vida na Terra começou assim, essa cena teria acontecido há bilhões de anos. Certo, muito interessante, mas… teoricamente o filme é dirigido a pessoas inteligentes, que devem saber algo de evolução. Bilhões de anos se passaram, a vida na Terra evoluiu do procarionte até seres humanos capazes de construir naves mais rápidas que a luz e os Engenheiros não evoluíram nada? Continuam com o mesmo aspecto e usando a mesma tecnologia? E mais tarde no filme é dito que o DNA dos Engenheiros “corresponde perfeitamente” ao nosso. Ora, sabendo que entre nosso DNA e o dos macacos há menos de um por cento de diferença, eu pergunto: quantos albinos carecas com quatro metros de altura você tem na sua família? Essa é a primeira regra na hora de escrever ficção científica: não esqueça a ciência. Se você vai inventar uma nova teoria sobre a origem da vida, tente ao menos fazê-la se encaixar com o que sabemos sobre fósseis, evolução, DNA e escalas de tempo.

Na segunda cena a coisa piora, mostrando alguns arqueólogos descobrindo pinturas rupestres, identificadas (instantaneamente, já que estamos no futuro) como sendo de 35 mil anos atrás, representando um gigante apontando para uma determinada constelação, que vem a ser o destino de nossos intrépidos cientistas. E é dito também que aquela pintura rupestre é apenas uma de várias encontradas em outras civilizações sem contato entre si, no decorrer de alguns milhares de anos. Cada pintura, seja dos maias, sumérios, egípcios, etc, mostrava a mesmíssima constelação.

O que os roteiristas parecem ter esquecido é que as estrelas não são objetos fixos no espaço. Você pode não perceber se olhar para elas agora, mas elas se movem. Lentamente, mas se movem. E no decorrer de 35 mil anos elas não estariam exatamente no mesmo local. A não ser que os Engenheiros tenham calculado o movimento das estrelas e mostrado aos povos antigos a posição correta. Isso significaria também que eles teriam previsto o momento em que a humanidade seria capaz de construir naves espaciais. O que os torna não apenas bombados e semideuses, mas também adeptos da bruxaria.

Obviamente a nave Prometheus é mais rápida que a luz, já que percorre 35 anos-luz em dois anos e ninguém diz nada sobre relatividade, ainda mais que há indicações de que na Terra o mesmo período de tempo se passou. A prova definitiva de preguiça mental dos roteiristas vem agora: a maioria da tripulação da nave não apenas ignora o objetivo da missão, como também nunca se encontraram antes. Além de inacreditável, é ridículo achar que tantas pessoas entrariam na nave direto para suas cápsulas de sono numa viagem de mais de quatro anos sem terem passado juntos por inúmeras reuniões de treinamento e orientação antes. A partir daí, os erros e inconsistências do roteiro se acumulam tanto que fica humanamente impossível enumerar todos. Vou citar apenas alguns dos mais grosseiros.

Na hora de encontrar a base dos Engenheiros, a nave simplesmente sobrevoa o planeta até alguém dizer “vire aqui! A natureza não faz linhas retas!” Ou algo assim. Por que não enviar uma sonda automática e deixar os computadores fazer o serviço? Seria uma cena com, talvez, um minuto a mais, mas seria mais inteligente do que depender da sorte para achar a base alienígena.

Querem falar de burrice? Que tal o erro mais comentado do filme: o geólogo que faz o mapeamento das cavernas, um gênio que cria sondas automáticas voadoras e mapas tridimensionais… se perde nos túneis. Parece piada, mas é sério. E ele nem teve uma desculpa decente pra isso, além de “eu me perdi porque sou um dos idiotas que você contratou para a missão mais importante da história da humanidade!”

O que vem depois são aquelas situações forçadas típicas de Hollywood e fruto de roteiristas preguiçosos, coisas como sempre fazer a garota tropeçar quando está correndo do assassino. A tempestade gigante que eles poderiam prever e ter esperado passar antes de sair da nave, a cabeça do alienígena que cai no chão e eles têm que voltar para pegá-la, o humano infectado que é queimado vivo sem nenhuma repercussão (a cientista que era a esposa do morto jamais confronta a assassina mais tarde!), a cabeça do alien explodindo no laboratório depois de levar uma carga de eletricidade… vamos pausar aqui por um momento. Por que diabos a cabeça explode? Imagine que você pegou a cabeça de uma múmia, ou qualquer outra parte do corpo de uma múmia, e aplica uma carga de eletricidade. O que acontece? NADA! Talvez se incendeie, mas explodir?

E por que a cabeça não foi devorada pelos vermes que estavam naquele local? O que eles comeram nos últimos dois mil anos? E enfim, por que David deu a gosma preta pro cientista? O tema da criação que se revolta contra seu criador é antigo, vem desde Adão e Eva e passa por Frankenstein, Maria de Metrópolis, HAL 9000 de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, mas em Prometheus faltou algum indício dos motivos. Pode ser que David descobriu algo nos hieróglifos, mas essa informação deveria ter sido ao menos sugerida em algum momento, o que não acontece.

O que dizer da cena da gravidez alienígena? Se você for engravidar uma mulher estéril, não faça isso apenas cinco minutos depois dela dizer que é estéril, senão vai parecer forçado demais. Timing muito mal calculado. Essa sequencia foi tão estúpida que achei que era um sonho da cientista. Não é a ideia que é estúpida, apenas a execução. Reprodução alienígena através de gravidez já faz parte da mitologia Alien. Mas o modo como ela aconteceu em Prometheus foi ridículo. Numa das versões do roteiro, o androide David expunha a cientista ao facehugger, aquele alien parecido com uma aranha que gruda no rosto. Em outra versão, o marido dela era atacado pelo facehugger assim que tirava o capacete nos túneis e depois a infectava na nave, durante o sexo.

A cientista executa uma cesariana em si mesma numa máquina que é exclusivamente projetada para pacientes masculinos. Isso sim é informação inútil e que não influi em nada na história, só serve para criar mais tensão instantânea. Algo típico de séries de TV como 24 Horas e, hã, LOST. Mais tarde, vemos que o baby alien cresce bastante rápido. Isso não deve ser problema dentro do útero — lá dentro ele tem do que se nutrir. Mas e na nave? Havia uma reserva de comida dentro da cápsula médica? Caso existisse, uma cena de três segundos bastaria para nos informar disso, mas ninguém pensou no assunto. Se Ridley Scott não conhece a lei da conservação das massas, devia evitar ficção científica futuramente.

Várias coisas acontecem depois, algumas das quais não fazem o menor sentido. Um alienígena superior que acorda depois de milhares de anos talvez quisesse tentar entender o que está acontecendo antes de ligar o modo HULK ESMAGA! Seres tão suscetíveis já teriam sido extintos há muito tempo.

Depois que a nave do Engenheiro é derrubada (o que acontece quando o capitão e os pilotos da Prometheus aceitam se matar sem pensar duas vezes), David nos diz que há outras naves no planeta. Ou seja, o Engenheiro poderia ter escapado em outra nave! A atmosfera venenosa do planeta parece inofensiva para ele, mesmo com seu DNA 100% humano. Mas não, ele precisa ir atrás de nossa heroína para matá-la. Por quê? Não consigo imaginar motivo algum, além do fato dele ser um alienígena assustador. E ele corre direto para os braços do bebê facehugger gigante.

Por fim, qual o sentido de dizer que o androide David não é capaz de sentimentos, se a todo momento ele demonstra o contrário, dizendo que “gosta” de Lawrence da Arábia ou que “é natural odiar seus pais”. É o mesmo velho erro de 99% dos seres artificiais do cinema: eles jamais se comportam como tal. É a síndrome de Data, de Jornada nas Estrelas – A Nova Geração.

E no fim somos deixados sem saber o que aconteceu, ou ao menos o que o filme tentava dizer.

Acho que não seria injusto demais atribuir a culpa de tantas inconsistências do roteiro a Damon Lindelof, que em cada episódio de LOST elaborava muito o mistério, mas não as respostas. Não tenho nada contra o mistério, ou com alienígenas agindo estranhamente, ou nada ser explicado (a não ser usando metáforas/alegorias). Adoro 2001 – Uma Odisseia no Espaço e o modo como nada nesse filme nos é entregue mastigado e explicado em detalhes. Só que existe o mistério bom e existe o mistério que faz a gente apenas coçar a cabeça, culpa da confusão gerada por um roteiro relaxado e preguiçoso. Infelizmente Prometheus é este último.

E é uma pena. No geral, o filme não foi totalmente horrível, só perdeu a chance de ser épico bem cedo, e na minha opinião, graças ao texto raso. Seria bom se os próximos filmes de ficção científica reservassem uma parte do orçamento para contratar consultores científicos para garantir que a ciência no filme seja mostrada de forma não apenas correta, mas de forma interessante e intrigante. Apenas efeitos especiais e 3D já não são o suficiente. Queremos boas histórias também.

Tenho certeza de que deixei muita coisa passar, mas acho que esta resenha já é o texto mais longo do blog e está quase caindo na categoria “longo demais para ler”. Vamos esperar Prometheus 2, que deve ser melhor.

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10 Comentários

Publicado por em 13 de outubro de 2012 em Resenhas

 

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10 Respostas para “Prometheus mas não cumpriu

  1. inquietar

    13 de janeiro de 2013 at 02:30

    Cara, seu texto é muito bom! E muito obrigada por ter me apresentado o “honest trailers”, ri alto aqui!

    Acho que eu fui uma das poucas pessoas no mundo que gostou da cena do David dando a gosma preta pro cientista. Tipo, os seres humanos da missao estavam procurando os engenheiros né? Vida complexa, organismos multicelulares e intelegentes. Mas o David, por ser um robô, estava procurando qualquer tipo de vida. Ou qualquer rastro do que possa ter sido “os engenheiros”. E ele tinha uma programação especifica “encontrar uma maneira de prorrogar a vida do pai charlize theron”. Aí ele acha um monte de jarros, com uma gosma organica em estado d ehibernação e conclui “talvez a gosma preta seja o elixir da juventude ou talvez contenha uma pista para encontrar os engenheiros”. E aí ele faz a experiencia: dá pro cientista comer, nao sem antes perguntar “se ele faria tudo para encontrar os engenheiros” – o que me lembrou, só de leve, isaac asimov e as 3 leis da robotica. E faz sentido, porque proteger a tripulação não faz parte da programação do david e o velhinho tava protegido no compartimento dele. Então, eu gosto dessa cena, mas só até ai. Depois que a gosma começa agir a coisa fica esquisita. E não, eu não tenho ideia do que seja aquela gosma preta. Mas não me incomodaria de só descobrir do que se trata no final do segundo filme se os outros aspectos da histórias estivessem amarrados!

    Quanto a “maquina exclusiva para homens” acho que está conectada ao triangulo (muitissimo mal explorado) david-charlize theron-pai e a parte da simbologia alien de “é foda ser mulher num mundo totalmente masculino”. Para mim o objetivo do trio era o seguinte: o velhinho tem uma filha exemplar, capaz de tocar a companhia dele e disponibilizar dinheiro e recursos para uma viagem maluca, que está disposta a arriscar a propria vida só para acompanhar o pai a um planeta distante. Só que ele não a ama nem confia nela, tanto que desenvolveu um androide – que só poderia ter a forma de homem – com quem ele tem uma relação de pai para filho. Então a tal maquina seria para destacar o quanto o ambiente da nave é opressor e o quanto a charlize está deslocada apesar de ter uma posição de comando na nave. O outro ponto: a charlize tenta se equiparar ao david e vai se tornando cada vez mais robotica, sem sentimentos e daí aquele papo do comandante “achei que vc tb era um robo” faz mais sentido. E isso tudo seria uma versão micro do filme: a tentativa de agradar ao pai x o desejo de encontrar os engenheiros. Só que foi tudo tão mal trabalhado que não dá para perceber de primeira, e do trio só o david se salva – os outros dois se nao existissem nao fariam falta.

    O engenheiro sair matando todo mundo logo de cara não me incomoda… Tudo depende do que o David falou para ele – rá, essa mania do Damon Lindelof de deixar todas as respostas para o próximo episódio! Dependendo do que foi o engenheiro pode ter pensado que era mais importante exterminar aqueles humanos do que fugir do planeta/acordar eventuais colegas que ainda estivessem vivos.

    E putz, concordo demais com o seu apelo por boas histórias! Se bobear uma equipe de roteiristas sai mais barato que uma mega explosão e cria bem mais impacto!

     
    • gugalanik

      14 de janeiro de 2013 at 15:08

      Quanto mais eu penso em analisar Prometheus, mais eu me lembro de quando perdia tempo assistindo Lost e tentava, inutilmente, encontrar um sentido para tantas expectativas frustradas.

      Melhor apagar esse filme da memória o quanto antes e rever alguma boa ficção científica, como Sunshine – Alerta Solar, por exemplo. Esse sim é um filmaço!

       
      • inquietar

        14 de janeiro de 2013 at 23:22

        Hehe, justo!

        Cara, eu adoro Sunshine! Vi sem querer quando passou na TV a cabo e é simplesmente fantástico. Ótimo enredo – com um protagonista inseguro e uma tripulação realista. E que fotografia tem esse filme! Cenas lindas! Realmente, rever Sunshine é melhor que discutir Prometheus… Hehe, a gente retoma isso quando sair Prometheus 2…

        PS: de Lost eu desisti na terceira temporada, quando começou a aparecer personagens
        demais…

         
      • gugalanik

        16 de janeiro de 2013 at 02:37

        Quando sair Prometheus 2, farei questão de rever Sunshine, Alien, 2001, Outland, Blade Runner, Total Recall (o de 1990), e até Corrida Silenciosa e Fuga no Século 23, antes de encarar essa bomba!

         
      • inquietar

        17 de janeiro de 2013 at 16:37

        Epa, agora você me deu uma boa lista de filmes para procurar. Fora sunshine, blade runner, alien e 2001 o resto eu não conheço. Nem vou esperar a bomba, vou ver já! 😉

         
  2. Flavio Weber

    31 de março de 2013 at 17:48

    Ola, gostaria de dar minha opinião aqui. Achei que a primeira cena do filme não diz respeito ao começo da humanidade ou a bilhões de anos, acho que ele cometeu suicídio pois teria construindo algo destrutivo, toma o ”próprio veneno” e morre. E suponho que os engenheiros tenham criado a raça humana para uma espécie de experiência cientifica para utiliza-los em guerra com outra civilização ou como espécie escrava mesmo. Só não sei agora se o alienígena estava querendo ir a terra para destruir os humanos ou contamina-los com a gosma preta. Quem sabe disseminar o vírus no ar, transformando as pessoas em zumbis após a morte o segredo de The walking dead kkkkkkk viajei no final.

     
  3. Gustavo

    3 de junho de 2013 at 22:10

    A nave encontrada no Alien 1 é a mesma que caiu no final do Prometheus ? Tudo indica que sim porém os planetas são diferentes certo ? Alguém entendeu esta situação ?

     
  4. Antonio Carlos

    18 de junho de 2013 at 20:55

    Valeu pelo blog , gostei do filme por estar ligado a origem de Alien.
    Me amarro quando no final aparece a nave . . . ao surgir o “monstrinho” . . . enfim tudo que cause a nostalgia , a vantagem nos tempos de hoje se aplicam em melhores efeitos. Mais clássico é clássico.

     
  5. saulo

    22 de junho de 2013 at 22:54

    a maquina de cirurgia me pareceu ser de propriedade da loira e estava no quarto dela , mas ainda assim era destinada a homens …nao?

     
  6. Cap. Kirk

    15 de janeiro de 2014 at 17:26

    Ótima análise do filme não havia percebido tantos erros, mas como adoro ficção e essa busca incessante pelo criador, me deixei levar.

     

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